Com informações de Guilherme Rodrigues e Hely Júnior 960 horas. Esse é o tempo que a dona de casa Cleomar de Oliveira está sem notícias sobre o paradeiro do filho, Jefferson de Oliveira, ilustrador desaparecido desde o dia 25 de julho, em Aparecida de Goiânia, após se envolver em um acidente. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção , ela relembra que as visitas do filho à sua casa faziam parte da rotina e conta como a dor provocada por esse tic-tac interminável de espera tem transformado sua vida.
Segundo ela, mesmo com os compromissos de trabalho, o filho sempre reservava os fins de semana para visitá-la. O cuidado se tornou ainda maior depois que ela sofreu um infarto e passou por oito paradas cardíacas. Durante os 21 dias em que permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o filho praticamente deixou o trabalho de lado para acompanhar a recuperação dela.
“Além de ser meu filho, ele é meu amigo. […] Nunca fiquei esse tanto de dias sem vê-lo, nem ele sem me ver”, conta. Segundo a dona de casa, pequenos gestos se transformaram em lembranças de uma dor imensurável desde o desaparecimento do ilustrador.
Como Cleomar é apaixonada por pão, o filho costumava chegar com o alimento. Inclusive, no dia do desaparecimento, Jefferson estava indo para a casa da mãe para tomar café da manhã. “A maior recordação que eu tenho é dele chegando com o pão.
Ele dizia que tinha prazer de me ver comendo pão”, conta. Até as broncas que ele dava nela por causa do cigarro, hábito que desaprovava, hoje fazem falta.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.