O governo Trump pretende realizar a maior entrega de bombas da história dos Estados Unidos a Israel, num acordo avaliado em US$ 2,8 bilhões (R$ 14,4 bilhões). A medida inclui a transferência de 40 mil artefatos de quase 1 tonelada cada.

A decisão surge em um momento de desgaste internacional de Israel, que enfrenta críticas por suas operações militares na Faixa de Gaza e no Líbano, além da violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia.

Bombas pesadas deste tipo causam preocupação pelo raio de destruição e o potencial de atingir populações civis, especialmente em áreas densamente habitadas como Gaza. Elas podem ser letais em um raio de 300 metros e abrir crateras de até 15 metros de profundidade.

Embora o acordo seja tratado como uma venda, Israel estaria comprando os armamentos com o dinheiro do próprio contribuinte americano, já que o país recebe US$ 3,3 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões) por ano dos EUA por meio do programa de Financiamento Militar Estrangeiro (FMF).