A Holanda e a França transferiram suas reservas de ouro dos Estados Unidos para outros bancos centrais, refletindo crescentes preocupações geopolíticas. A decisão do banco central holandês de transferir cerca de 86 toneladas de ouro de Nova York para Londres evidencia essa tendência.

Políticas e preocupações

Vários políticos da Alemanha e da Itália, que possuem respectivamente a segunda e a terceira maiores reservas de ouro do mundo, defendem a retirada de seus ativos dos EUA. Eles alegam preocupações com a imprevisibilidade das políticas americanas e sua crescente hostilidade em relação à União Europeia.

Sebastien Tillett, analista da Oxford Economics, afirma que a apreensão direta de ativos é um risco extremamente remoto para os bancos centrais europeus, mas há preocupações crescentes com a facilidade de acesso aos ativos em tempos de incerteza geopolítica.