O governo dos Estados Unidos estabeleceu um ambicioso objetivo: desenvolver um computador quântico capaz de contribuir para avanços científicos até 2028. Essa iniciativa faz parte do projeto Quantum Genesis, lançado pelo Departamento de Energia (DoE), que pretende acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de novos materiais, fármacos e moléculas úteis para a agricultura e a manufatura.

Os computadores quânticos, que antes eram um sonho de físicos teóricos, já existem, mas ainda precisam demonstrar utilidade prática e valor comercial abrangente. A eficácia desses dispositivos depende da quantidade de componentes, chamados qubits, que possuem e da confiabilidade desses componentes. Atualmente, os dispositivos disponíveis são pequenos e apresentam muitas falhas.

Meta de 2028 e a competição nacional

Com a meta de 2028, a iniciativa Quantum Genesis pretende construir uma instalação nacional de supercomputação quântica e lançar uma competição para estimular o desenvolvimento de tecnologias quânticas. O DoE espera que, até lá, os computadores quânticos sejam suficientemente poderosos para resolver problemas em química, ciência dos materiais, física de plasma e física de altas energias. Darío Gil, subsecretário de ciência do DoE, expressou confiança nas recentes melhorias na construção de qubits e no avanço dos algoritmos que os computadores quânticos utilizam para corrigir seus próprios erros.

Desafios e colaborações internacionais

Apesar do otimismo, Gil reconhece que a transição de dispositivos atuais para computadores quânticos significativamente mais poderosos apresentará desafios. A complexidade da construção de dispositivos quânticos maiores e as fragilidades nas cadeias de suprimento de componentes exóticos são questões a serem superadas. O apoio ao desenvolvimento dessa tecnologia não é exclusivo dos EUA; países como o Reino Unido e a China também estão investindo em computação quântica como parte de suas estratégias de desenvolvimento tecnológico.