O governador de Goiás, Daniel Vilela, anunciou na quarta-feira (8) a proposta de aquisição do prédio da Oncoclínicas, com o intuito de transferir o Hospital de Urgências de Goiás (HUGO) para o novo local. O custo da compra está estimado em R$ 500 milhões e inclui um hospital com mais de 53 mil metros quadrados.
Comparação de custos entre HUGO e CORA
O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA), por sua vez, possui cerca de 44 mil metros quadrados, o que torna sua área construída aproximadamente 9 mil metros quadrados menor que a do hospital que o governo pretende adquirir. No entanto, o contrato do CORA já soma R$ 2,58 bilhões, valor que cresceu devido a sucessivos aditivos.
O contrato do CORA foi firmado sem licitação com a Fundação Pio XII, liderada por Henrique Prata, que é compadre do ex-governador Ronaldo Caiado. Essa situação gera uma série de questionamentos sobre a transparência e a gestão dos recursos públicos.
Discrepância nos custos por metro quadrado
Ao analisar os números, o custo do metro quadrado do prédio da Oncoclínicas gira em torno de R$ 9,4 mil, enquanto o CORA apresenta um custo de aproximadamente R$ 58,6 mil por metro quadrado. Essa diferença é significativa, levando em conta que o valor do metro quadrado do CORA é mais de seis vezes superior ao do hospital que o governo planeja comprar.
Essa disparidade nos custos levanta a necessidade de um exame minucioso sobre a composição dos valores do CORA. A sociedade goiana tem o direito de entender quais serviços e equipamentos estão inclusos no valor final e por que o investimento totalizou quase R$ 3 bilhões.
Demandas por transparência e fiscalização
Diante do alto custo e das circunstâncias envolvidas na contratação do CORA, a expectativa é que o Ministério Público e os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado atuem para esclarecer os critérios que justificam os gastos. A população, que arca com os custos públicos, deve ter acesso a informações detalhadas sobre como os recursos estão sendo utilizados.
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