O governo de Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado e do vice Daniel Vilela, firmou um contrato de R$ 66,1 milhões com a Rede Sol Fuel Distribuidora S/A. A empresa está sob investigação da Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, que apura a utilização do setor de combustíveis para lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Detalhes do contrato
O acordo, assinado em março de 2023, prevê o fornecimento de mais de 10 milhões de litros de óleo diesel S-10 para o transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia. O contrato tem validade inicial de dois anos, com possibilidade de prorrogação.
Implicações da Operação Carbono Oculto
A Rede Sol Fuel foi mencionada na investigação após a Receita Federal identificar que cerca de R$ 30 milhões em recebíveis da empresa foram adquiridos pelo Fundo de Investimento Mabruk II. Este fundo é apontado como um dos financiadores da expansão do PCC no setor de combustíveis. As apurações da Polícia Federal envolvem distribuidoras, postos de gasolina e fundos de investimento na lavagem de dinheiro e ocultação de bens da facção criminosa.
Representante da empresa
O contrato com a Metrobus foi assinado por Flávio Jandoso Navarro, que é sócio-diretor da Rede Sol Fuel. Até o momento, não existem informações públicas que indiquem que Navarro tenha sido diretamente alvo das investigações da Operação Carbono Oculto, embora a empresa que representa tenha sido citada nas apurações.
Outras ligações investigadas
Recentemente, o site Goiás24Horas destacou a contratação do BK Bank para movimentar cerca de R$ 2 bilhões dos cartões sociais do governo estadual, um programa que contava com a influência de Gracinha Caiado, esposa do governador. Também foi noticiado que Gracinha participou de uma viagem à Europa com Adair Meira, que foi preso por lavagem de dinheiro em uma instituição financeira ligada ao PCC. Novas informações sobre o contrato da Metrobus devem ser divulgadas em breve.
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