A escritora, jornalista e ativista Gloria Steinem, uma das vozes mais conhecidas do movimento feminista nos Estados Unidos, faleceu nesta quinta-feira, 3, aos 92 anos. Ao longo de décadas de atuação, ela se tornou uma das vozes mais influentes na defesa dos direitos das mulheres e participou de diversos movimentos.

Uma das principais vozes do feminismo

A atuação de Gloria Steinem ganhou projeção especialmente a partir dos anos 1960, quando passou a percorrer os Estados Unidos fazendo discursos e participando de movimentos em defesa dos direitos civis e das mulheres.

Em 1972, ela participou da fundação da revista feminista “Ms.”, publicação que se tornou uma referência para o movimento nos Estados Unidos. Steinem permaneceu como editora da revista durante 15 anos.

Sua atuação feminista também esteve relacionada ao combate a outras formas de desigualdade. Em seu livro “Minha vida na estrada”, publicado originalmente em 2015, ela relatou como a participação na Marcha sobre Washington contribuiu para que percebesse conexões entre racismo, desigualdade de gênero e controle sobre o corpo das mulheres.

Combate à violência contra mulheres

Entre as principais bandeiras defendidas por Steinem estava o combate à violência doméstica e ao feminicídio. Para ela, a violência contra as mulheres deveria ser tratada como uma questão de grande dimensão social e política.

Em uma de suas manifestações sobre o tema, comparou o número de mulheres assassinadas por companheiros nos Estados Unidos ao total de americanos mortos nos ataques de 11 de setembro de 2001 e nas guerras do Iraque e do Afeganistão.