A demanda por animais exóticos como pets tem aumentado no Brasil, devido a altos rendimentos pessoais, algoritmos de mídias sociais e influências da cultura pop. Segundo um relatório da Humane World for Animals (HWA), o mercado de animais exóticos no país deve chegar a US$ 42,6 milhões em 2024 e dobrar até 2030.
Embora existam leis para prevenir o comércio ilegal de vida selvagem, a falta de rigor na fiscalização e a venda online desafiam a aplicação dessas regras. Plataformas digitais e grupos fechados permitem transações discretas, evitando exames de saúde e exigências de documentação.
O diretor da HWA no Brasil, Sumanth Bindumadhav, afirma que as redes sociais normalizam a posse de animais exóticos. 'Os algoritmos ampliam isso: vídeos que recebem muita interação são mostrados para mais pessoas, o que pode criar mais demanda. As interações em zoológicos também podem estimular essa demanda', explica.
No ano de 2020, o ministério do Meio Ambiente introduziu um esquema de declaração voluntária para proprietários de animais não nativos. Mais de 40 mil pessoas em 30 estados e territórios declararam seus animais exóticos, conforme relatado pela HWA. Além disso, a legislação sobre vida selvagem foi atualizada para exigir a registro de posse, transferência, nascimento e morte das espécies listadas pelo CITES, o tratado global sobre comércio de vida selvagem.
De acordo com o CEO da Wildlife Trust of India, Jose Louies, a atualização da lei deu aos departamentos florestais uma ferramenta legal importante para agirem contra a posse ilícita de animais não nativos no território indiano.
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