Em medicina, profissionais estão cada vez mais utilizando modelos de inteligência artificial (IA) para prever riscos de pacientes, desde infecções sérias até morte. Essas previsões, muitas vezes incorporadas diretamente nos registros eletrônicos de saúde, podem parecer fáceis de integrar no cuidado e seu desempenho pode ser facilmente aceito como confiável.

Impacto na geriatria

James Deardorff, um geriatra e assistente professor na divisão de geriatria da Universidade da Califórnia em São Francisco, desenvolveu vários modelos para prever situações em idosos, como mortalidade e necessidade de cuidados em casa. Ele enfatiza a importância de os clínicos estarem cientes tanto do desempenho de um algoritmo quanto de como usá-lo de forma responsável.

Neste mês, Deardorff publicou um comentário em JAMA Network Open sobre uma análise de um modelo de previsão de fim de vida da Epic, destacando como um modelo pode contribuir para um mau resultado mesmo sendo preciso. Se uma previsão de mortalidade de um ano for usada para iniciar uma conversa aberta sobre os objetivos de cuidado, há poucos contras. Mas se for usado para tomar decisões de alto risco, como priorizar transplantes, os impactos podem ser significativos.