Os cães que vivem perto da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, possuem genomas distintos dos que habitam a cidade, indicando que esses animais estão evoluindo de forma única, segundo estudo publicado na revista científica Genes.

Comparação genômica revela diferenças

A pesquisa comparou o DNA de cães vivendo nas proximidades da usina com aqueles da cidade de Chernobyl, a cerca de 16 quilômetros de distância. Os resultados mostraram que os cães da usina são mais geneticamente semelhantes a cães da Ilha de Galápagos do que aos da cidade.

Isso sugere que a seleção natural está atuando nos cães da usina, diferentemente dos cães da cidade. Megan Dillon, pesquisadora da Universidade Estatal de Carolina do Norte, destaca que essas diferenças não podem ser explicadas apenas por mutações causadas pela radiação.

Diferenças genéticas podem auxiliar na sobrevivência

As regiões genômicas sob maior pressão selecionativa estavam associadas a funções como reparo do DNA, imunidade e sobrevivência celular. Isso indica que certas variações genéticas podem ser importantes para lidar com estresse ambiental.