Funk do 'petista disfarçado' tem base popularizada na União Soviética O funk do "quem ficar parado é petista disfarçado", que embalou atos de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição de 2026, usa uma melodia com mais de 160 anos de história. É o tema do videogame Tetris, que nasceu de uma canção popular russa, foi gravado por um coro do Exército Soviético e chegou ao funk carioca há mais de duas décadas. Oficialmente chamada "Solinho do Fora PT", a música viralizou depois que Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano (PL), eleitos deputado federal e deputada estadual por São Paulo, comemoraram a vitória dançando ao som dela.
Depois, passou a tocar nos "bloquinhos do 22" e em comícios do então candidato à Presidência. A melodia que acompanha versos contra a esquerda surgiu com uma letra que exalta o povo russo na década de 1860 e, após a revolução comunista de 1917, se tornou popular na URSS e foi cantada pelo coro do exército soviético. O caminho da melodia Década de 1860: surge na Rússia a partir do poema "Korobeiniki", de Nikolai Nekrasov, e vira canção popular Década de 1980: entra no repertório do coro do Exército Soviético, que grava a canção em show em Londres 1989: vira o tema do Tetris na versão para Game Boy, com arranjo do japonês Hirokazu Tanaka Início dos anos 2000: a versão do Tetris chega ao funk carioca em montagens, e aparece em "Jonathan da Nova Geração", da Furacão 2000 2026: a mesma melodia embala o funk do "petista disfarçado" Canção russa do século 19 A melodia tem raiz antes mesmo da revolução comunista que deu origem à União Soviética.
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