Funcionários de alto escalão da Google, especializados em privacidade e segurança, alertaram que as propostas da Comissão Europeia para modificar o acesso aos dados de busca da empresa podem resultar em um aumento significativo de fraudes e cibercrimes. As declarações foram feitas em entrevistas e documentos compartilhados com a WIRED.

A preocupação da Google surge em um momento em que a Comissão Europeia deve anunciar, no próximo mês, decisões finais sobre dois casos relacionados à interoperabilidade do Google Search e do sistema Android, sob as regras do Digital Markets Act (DMA), implementadas em 2022 para promover a concorrência no setor de tecnologia.

Preocupações sobre anonimização dos dados

Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da Google, expressou que as mudanças propostas podem levar à desanonimização das consultas de busca, colocando usuários em risco. "Se implementadas como descritas, em pouco tempo no Android, veríamos um aumento significativo de fraudes na UE", afirmou Adkins.

As propostas da Comissão Europeia incluem exigências para que a Google compartilhe dados de busca com concorrentes, incluindo consultas de busca e dados de cliques. No entanto, a Google contestou a eficácia dos métodos de anonimização sugeridos, alertando que há vulnerabilidades que poderiam permitir que dados fossem reidentificados.

Reações e considerações de especialistas

Especialistas em segurança e privacidade têm opiniões divergentes sobre as propostas. Alguns argumentam que as medidas de proteção são insuficientes para garantir a segurança dos dados compartilhados. Em contrapartida, outros, como o responsável pela DuckDuckGo, acreditam que as preocupações da Google não são fundamentadas.

À medida que o TSE se prepara para as eleições de 2026, a discussão sobre privacidade e segurança de dados continua relevante, especialmente no contexto das novas regulamentações que buscam equilibrar a concorrência no mercado digital.