A 100 dias das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se firma na 2ª posição das pesquisas eleitorais, apresentando uma vantagem considerável sobre o 3º colocado. Seu desempenho sólido torna-o o principal candidato da direita na disputa programada para outubro. Nos cenários de 2º turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio se mantém competitivo, embora sua candidatura esteja marcada por riscos associados ao caso do Banco Master e à figura de Daniel Vorcaro.

Desde dezembro, Flávio viu um crescimento constante nas intenções de voto, chegando a liderar numericamente em alguns levantamentos, dentro da margem de erro. No entanto, a divulgação de áudios em que solicita dinheiro a Vorcaro interrompeu essa trajetória, resultando em uma leve queda nas intenções de voto, mas ainda assim mantendo uma distância confortável em relação ao 3º lugar. O senador enfrenta desconfiança por parte do establishment e de líderes religiosos.

Seu apoio é forte nas regiões Sul e Centro-Oeste, conhecidas por seu eleitorado conservador. No entanto, a direita se mostra fragmentada, com outros candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) disputando os mesmos votos.

Desafios com o caso Banco Master

O caso Banco Master, que ganhou notoriedade nas pesquisas a partir de maio, trouxe pressão adicional sobre Flávio após a divulgação de um áudio em que ele pede recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O governo Lula tem utilizado o caso para criticar a candidatura do senador, associando as fraudes ao ex-presidente.

A popularidade de Lula também pode ser impactada pelo caso, mas a extensão desse efeito ainda é incerta. Enquanto isso, a campanha de Flávio enfrenta desafios internos, especialmente após declarações de Michelle Bolsonaro, que afirmou ter se sentido desrespeitada pelo senador, o que pode afetar seu apoio entre líderes evangélicos.