O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio ao presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto, em meio a um bloqueio de R$ 119 milhões determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu na quarta-feira (15.jul.2026), quando o congressista alegou que as indicações de verbas públicas feitas por Costa Neto não apresentam irregularidades e criticou a condução da investigação pelo STF.
A ação do ministro Flávio Dino resultou na suspensão de emendas e no bloqueio das contas de Costa Neto, justificada por indícios de uma suposta articulação para desvio de recursos entre funcionários da Câmara e o político, mesmo sem mandato eletivo. Dino apontou que a falta de transparência no Orçamento poderia indicar práticas de peculato-desvio.
Defesa das indicações
Em entrevista ao podcast Flow, Flávio Bolsonaro defendeu a legalidade das solicitações feitas a deputados para destinar verbas a municípios, afirmando que isso é uma prática comum e legal. O senador também criticou a imparcialidade das ações judiciais, indicando que elas têm como alvo principal parlamentares de direita.
Os advogados de Valdemar Costa Neto classificaram a decisão de bloquear os bens como prematura e negaram as alegações de irregularidades, ressaltando que essa situação pode impactar o cenário eleitoral. Flávio questionou a motivação das investigações, perguntando se ações semelhantes estariam sendo tomadas em relação a deputados de esquerda.
Críticas às restrições ao ex-presidente
Flávio Bolsonaro também criticou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, alegando que as medidas dificultam a defesa jurídica e o contato da família com ele. O senador considerou que as ações do ministro Alexandre de Moraes configuram uma perseguição política. Em suas declarações, Flávio comparou a situação do pai a um “sequestrado em cativeiro”, destacando a diferença no tratamento de presos.
As novas regras de visitação, que permitem que Flávio só possa ver o pai após o primeiro turno das eleições de 2026, foram alteradas após o senador se habilitar como advogado no processo. Ele descreveu a proibição de visitas como desumana, comparando a situação de Jair Bolsonaro a outros casos de detentos que não enfrentam restrições semelhantes.
A decisão de Moraes de restringir as visitas surgiu após Flávio divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual Jair Bolsonaro apresenta seu filho como pré-candidato à presidência e pede apoio nas eleições. A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que não tinha conhecimento da divulgação da carta nas redes sociais do filho.
Flávio Bolsonaro finalizou suas declarações afirmando que tanto Moraes quanto Dino estão tentando influenciar diretamente as eleições de outubro.
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