Vusimusi "Cat" Matlala, um dos principais envolvidos em uma investigação de corrupção que abala a polícia da África do Sul, admitiu sua culpa em charges de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro. A declaração foi feita como parte de um acordo com os promotores estaduais.
Matlala foi acusado de ter subornado altos oficiais da polícia para garantir um contrato de 360 milhões de rands (aproximadamente 22 milhões de dólares) para sua empresa de saúde, a Medicare24, em 2024. Este acordo ainda precisa ser aceito pelo magistrado responsável.
Segundo o advogado do estado, Santhos Manilall, a aceitação do acordo permitirá que Matlala testemunhe contra "oficiais de alta patente". Entre os acusados está o chefe da polícia, General Fannie Masemola, que nega as acusações.
Manilall informou ao tribunal em Pretória que as negociações para o acordo levaram quase dois meses. Se o magistrado concordar, Matlala, de 49 anos, cumprirá uma pena de oito anos de prisão.
O advogado do estado destacou que a "sacrifício" de uma sentença mais branda seria vantajoso, já que Matlala forneceria informações detalhadas que poderiam não ter sido reveladas anteriormente.
Entretanto, a Aliança Democrática (DA), que é parte da coalizão governamental, criticou o acordo, chamando-o de "acordo favorável" e "uma traição à responsabilidade" que pode prejudicar a acusação.
A porta-voz de justiça da DA, Glynnis Breytenbach, apontou que o caso evidencia um sistema de justiça desigual, onde um réu proeminente em corrupção pode negociar uma sentença reduzida.
O magistrado deve se pronunciar sobre o acordo na próxima semana. Matlala, que também enfrenta uma acusação separada de homicídio, nega envolvimento e foi mencionado em depoimentos na Comissão Madlanga como parte de um cartel de tráfico de drogas infiltrado na polícia. Ele ainda não se manifestou publicamente sobre essas alegações.
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