O cientista John B. Goodenough, conhecido por ser o mais velho laureado com o Prêmio Nobel, faleceu no último domingo (25), a um mês de completar 101 anos. Goodenough foi um dos protagonistas no desenvolvimento das baterias de íon-lítio, fundamentais para o funcionamento de milhões de veículos elétricos e dispositivos eletrônicos em todo o mundo.

Em 2019, aos 97 anos, Goodenough recebeu o Prêmio Nobel de Química ao lado do britânico Stanley Whittingham e do japonês Akira Yoshino, em reconhecimento às suas pesquisas que revolucionaram o armazenamento de energia. A bateria de íon-lítio que ele ajudou a criar, popularizada na década de 1990, foi descrita pela Real Academia Sueca de Ciências como a base da eletrônica sem fio, possibilitando a existência de celulares e laptops.

A academia ressaltou ainda a importância dessa tecnologia na transição para um mundo menos dependente de combustíveis fósseis, já que as baterias de íon-lítio são utilizadas em veículos elétricos e na armazenagem de energia de fontes renováveis.

Contribuições e inovações

Nos últimos anos, Goodenough e sua equipe investigaram novas possibilidades de armazenamento de energia, como baterias de “vidro” que utilizam eletrólitos de estado sólido e eletrodos de lítio ou sódio. Sua trajetória acadêmica foi marcada por uma longa associação com a Universidade do Texas em Austin, onde lecionou por 37 anos.

O legado de Goodenough é imenso, e seu trabalho continua a influenciar inovações tecnológicas. Antes dele, o recorde de idade entre os laureados do Nobel pertencia a Arthur Ashkin, que recebeu o prêmio aos 96 anos por suas pesquisas em pinças ópticas.