O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira (6/11) o acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, investigado no caso do Banco Master. Alejandro Zambrana/STF Delação do empresário foi homologada por Fachin, presidente do Supremo A delação foi negociada com a Procuradoria-Geral da República e permanece sob sigilo de Justiça. Na proposta, Mansur se comprometeu a pagar R$ 40 milhões em multas e apresentou 17 anexos com informações sobre irregularidades financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro e a estruturação de fundos de investimento.
Um dos principais focos da colaboração é a relação entre Mansur e Vorcaro. No cumprimento do acordo, o empresário falou sobre a participação do Reag em operações financeiras envolvendo o Master desde 2019, com a utilização de fundos para movimentar recursos e ocultar seus verdadeiros beneficiários. Entre os elementos apresentados estão documentos e informações sobre empresas e fundos que teriam sido utilizados para desviar recursos da instituição financeira e inflar artificialmente patrimônios.
Mansur também identificou pessoas que figuravam formalmente como cotistas de fundos, mas que, segundo sua versão, atuavam em benefício de Vorcaro. A proposta de colaboração ganhou impulso depois que a PGR pediu prioridade à análise do acordo, em 25 de outubro. A preocupação dos investigadores era evitar a perda de valor de ativos financeiros que possam ser utilizados para ressarcir os prejuízos decorrentes dos crimes investigados.
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