O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, declarou nesta terça-feira (15.set.2026) que divergências entre os ministros da Corte são legítimas, mas não podem se transformar em confrontos pessoais.
A declaração foi feita na abertura da sessão do plenário que analisa a PET (Petição) 16.662, procedimento que concentra a crise envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e a corporação.
Fachin afirmou que não pode 'escolher o caminho fácil' e declarou que o momento exige 'equilíbrio, serenidade e responsabilidade' dos integrantes do tribunal para assegurar o funcionamento da instituição.
Caso Vorcaro-Moraes
Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta terça-feira (15.set.2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.
O caso teve início em 1º de setembro, quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.
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