Nesta segunda-feira (14/9), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a investigação sobre supostas mensagens entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, foi determinada de forma ilegal, não trouxe nenhum indício de crime e representa uma tentativa de incriminá-lo falsamente a partir de meras suposições.

Medida ilegal

Conforme a manifestação, o ministro André Mendonça, relator dos desdobramentos sobre o Master e responsável por determinar à Polícia Federal a análise do material do celular de Vorcaro, não apresentou quaisquer indícios de que Alexandre teria conhecimento prévio da decisão que ordenou a prisão do banqueiro, de que teria entrado em contato com qualquer autoridade sobre o assunto ou de que teria vazado alguma informação.

A investigação determinada por Mendonça não citou qualquer ato de ofício do colega para favorecer o Master ou Vorcaro. Alexandre ressaltou que jamais participou de qualquer processo envolvendo essas partes.

Timing curioso

Segundo a manifestação, Mendonça sabia da citação ao nome de Alexandre desde maio, quando determinou busca e apreensão contra um perito policial que havia produzido um primeiro dossiê sobre o colega e vazado para a imprensa. À época, porém, o relator do caso Master não encaminhou nada ao Plenário do STF e escondeu o conteúdo do procedimento.