A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, foi condenada a sete anos de prisão por corrupção, decisão proferida por um tribunal nesta sexta-feira (26). A acusação consiste em ter aceitado joias da Tiffany e da Graff em troca de favores relacionados a nomeações para cargos públicos.

Kim, que é esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, já cumpre uma pena de quatro anos por manipulação do mercado de ações e corrupção. O tribunal a considerou culpada de aceitar "metais preciosos de grande valor" como parte de um esquema de troca de favores, envolvendo a nomeação de diversos funcionários.

Entre os itens recebidos, destacam-se joias avaliadas em 103 milhões de won, o equivalente a cerca de 67 mil dólares ou 347 mil reais, que teriam sido entregues por um magnata da construção civil em 2022, em troca de um emprego para seu genro.

Presentes de alto valor

As joias incluem um colar da Van Cleef, um broche da Tiffany e brincos da Graff. Além disso, Kim também aceitou uma tartaruga de ouro, avaliada em aproximadamente 1.700 dólares (R$ 8.820), de um político, e um relógio Vacheron Constantin, que custa cerca de 25.400 dólares (R$ 131.790), presenteado por um empresário especializado em "cães robôs".

A ex-primeira-dama sempre defendeu sua inocência, alegando que, apesar de ter recebido presentes, esses não foram oferecidos em troca de favores. A condenação mais recente adiciona uma nova camada de complexidade ao já conturbado cenário político sul-coreano, especialmente considerando as graves acusações que também recaem sobre seu marido, Yoon Suk Yeol, já condenado a décadas de prisão por um caso de lei marcial fracassada.