Um tribunal da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol a dois anos de prisão na segunda-feira, após ser considerado culpado de receber serviços de pesquisa de opinião de forma ilegal, segundo relatos da mídia local. O ex-presidente, que enfrenta um total de oito casos legais, está atualmente apelando de uma sentença de prisão perpétua relacionada à sua tentativa de liderar uma insurreição com a declaração de lei marcial em 2024.

Condenação por violação de leis de financiamento político

O Tribunal Distrital Central de Seul decidiu que Yoon violou as leis de financiamento político ao receber 14 rodadas de pesquisas de um corretor político sem custos, no valor total de 270 milhões de won (aproximadamente US$ 179.800). De acordo com a decisão judicial, Yoon também exerceu influência sobre a nomeação de um ex-deputado como forma de retribuição pelos serviços recebidos.

Yoon negou as acusações, afirmando que não havia solicitado as pesquisas nem prometido qualquer compensação em troca. A decisão contrasta com julgamentos anteriores que envolviam a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, os quais não encontraram evidências de troca de favores em relação aos serviços de pesquisa.

Outros casos legais e apelações

Além da condenação recente, Yoon, de 65 anos, está envolvido em diversos outros casos legais. Em fevereiro, ele foi condenado a uma pena de prisão perpétua por supostamente arquitetar uma insurreição ligada à sua breve declaração de lei marcial em 2024. Essa sentença está atualmente em fase de apelação.

Recentemente, a Suprema Corte da Coreia do Sul confirmou uma sentença de sete anos de prisão por obstruir as autoridades em tentativas de prisão. Essas várias questões legais têm gerado um ambiente tenso em relação à figura de Yoon na política sul-coreana, com implicações significativas para seu partido e para o cenário político do país.

A decisão do tribunal de segunda-feira pode ser contestada em instâncias superiores, o que indica que o ex-presidente ainda tem caminhos legais a explorar em sua defesa.