Em 26 de junho de 2026, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou um acordo de estrutura entre Israel e Líbano, resultado de vários dias de negociações em Washington. Durante a cerimônia de assinatura, Rubio destacou a importância do acordo, afirmando que ele "começa a estabelecer um quadro para uma paz e segurança duradouras".
As conversas, mediadas pelos Estados Unidos, tiveram como objetivo principal pôr fim aos combates entre Israel e o Hezbollah, um grupo militante xiita apoiado pelo Irã. O Líbano foi diretamente afetado pelo conflito em 2 de março, quando o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em resposta a ataques realizados por forças israelenses em território iraniano.
Embora o acordo tenha sido firmado, o Hezbollah não participou das negociações e já descartou a iniciativa de paz. Os detalhes do acordo não foram divulgados, e as autoridades não especificaram como suas condições diferem do cessar-fogo estabelecido em 16 de abril.
A assinatura do documento trilateral ocorreu no Departamento de Estado dos EUA, com a presença da embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh, e do embaixador israelense, Yechiel Leiter. As negociações representam a primeira conversa política direta entre Israel e Líbano desde 1983.
Fontes indicam que as discussões incluíram a proposta para que as forças israelenses entregassem parte do território ocupado no sul do Líbano ao exército libanês. Israel mantém uma zona de segurança que se estende cerca de 10 quilômetros em território libanês.
Após o anúncio do acordo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou a manutenção da zona de segurança, garantindo que o Hezbollah e a população civil não têm acesso à área. Tanto Israel quanto o Hezbollah se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo, que já foi estendido várias vezes desde abril.
Antes da última rodada de negociações, ambas as partes concordaram em interromper os combates. O acordo interino entre os EUA e o Irã, apoiador do Hezbollah, também determina a "imediata e permanente cessação das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano".
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