As forças armadas dos Estados Unidos finalizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, atingindo cerca de 90 alvos militares, conforme informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) na madrugada desta quinta-feira (9).

De acordo com o comunicado do CENTCOM, os ataques focaram em alvos como sistemas de defesa aérea, recursos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, além de capacidades navais e infraestrutura de logística militar ao longo da costa iraniana. As operações foram realizadas após uma série de ataques ofensivos na noite anterior.

Objetivos dos ataques

O Exército dos EUA declarou que as ações tinham como objetivo “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de atacar navios comerciais e marinheiros civis inocentes no Estreito de Ormuz”. Essa região é considerada estratégica, pois representa uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural.

Resposta do Irã

Em resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou que realizou operações contra duas bases americanas no Kuwait e duas no Bahrein. Segundo a emissora estatal IRIB, os ataques foram uma retaliação à recente onda de bombardeios dos EUA, que afetaram províncias costeiras do sul do Irã e duas pontes no leste do país.

A IRGC informou que as forças naval e aérea realizaram um ataque conjunto utilizando drones e mísseis, focando em instalações e infraestruturas dos EUA, incluindo o Camp Arifjan e a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, além da Base Aérea Shaikh Isa e Juffair, no Bahrein.

Esses eventos marcam uma escalada nas tensões entre os dois países, que já se encontram em um estado de conflito indireto nos últimos anos, especialmente em relação ao controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

Implicações internacionais

A continuidade dos ataques e a resposta do Irã podem ter repercussões significativas na segurança global, especialmente no que diz respeito ao comércio marítimo e à estabilidade na região do Oriente Médio. As ações estão sendo monitoradas de perto por diferentes países e organizações internacionais, que temem que a escalada possa levar a um conflito mais amplo.