O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou na segunda-feira (13.jul.2026) a finalização de uma nova rodada de ataques direcionados a alvos militares no Irã. No mesmo dia, o presidente Donald Trump, do Partido Republicano, enviou ao Congresso uma notificação formal sobre a reinício das hostilidades, conforme reportado pela Reuters.
A ofensiva dessa segunda-feira representa a terceira noite consecutiva de ataques norte-americanos no Irã. De acordo com o Centcom, as forças dos EUA atingiram instalações militares em seis localidades: Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas.
Os alvos incluíram sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones, além de estruturas navais. O objetivo declarado pelo comando norte-americano é diminuir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais no estreito de Ormuz. O Exército dos EUA informou que mais de 50.000 militares estão mobilizados na região do Oriente Médio.
Na comunicação enviada ao Congresso, Trump alegou que suas ações visam proteger cidadãos norte-americanos e os interesses de segurança nacional. O documento, que foi obtido pela Reuters, menciona o cessar-fogo anunciado em abril e um acordo firmado com o Irã em junho, argumentando que Teerã violou esse compromisso ao realizar ataques a embarcações no estreito de Ormuz.
A administração Trump considera que a notificação ao Congresso marca o início de uma nova contagem de 60 dias, conforme estipulado pela Lei dos Poderes de Guerra, que limita operações militares sem autorização do Legislativo. No entanto, tanto democratas quanto republicanos contrários ao conflito contestam essa interpretação, afirmando que o presidente não pode reiniciar a contagem após meses de operações.
A Constituição dos Estados Unidos exige autorização do Congresso para o início de um conflito, embora o presidente tenha a prerrogativa de ordenar respostas militares a ameaças imediatas. Essa foi a justificativa utilizada por Trump para realizar os ataques iniciais ao Irã sem a necessidade de aprovação do Legislativo.
Após o período de 60 dias, o presidente precisaria de autorização para continuar com as ofensivas. Contudo, a implementação de um cessar-fogo antes do término desse prazo cria uma brecha na interpretação legal.
Em uma entrevista ao apresentador Hugh Hewitt, Trump afirmou que os EUA realizariam novos ataques e expressou a intenção de controlar o estreito de Ormuz. O presidente também mencionou que aliados como Israel, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos deveriam arcar com os custos da operação.
Explosões foram relatadas em Bandar Abbas e nas ilhas de Kish, Qeshm e Abu Musa, de acordo com a mídia iraniana. O Exército iraniano informou ter atacado uma base norte-americana no Kuwait utilizando drones. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos também relatou que dois petroleiros do país foram atingidos no estreito de Ormuz, resultando na morte de um tripulante.
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