Os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã na noite de segunda-feira, 10 de julho, marcando a terceira noite consecutiva de bombardeios. As ações seguem um aumento nas hostilidades entre os dois países, com o Irã retaliando alvos no Golfo Pérsico, incluindo petroleiros e instalações militares.
Detalhes dos ataques dos EUA
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que os ataques começaram às 16h45 (horário da costa leste dos EUA) e tinham como objetivo reduzir a capacidade do Irã de atacar civis e navios comerciais no Estreito de Ormuz. A operação durou cinco horas e atingiu alvos militares em várias cidades iranianas, como Bushehr, Chah Bahar e Bandar Abbas.
Relatos da televisão estatal iraniana e de agências de notícias semi-oficiais indicaram que explosões ocorreram na costa sul do Irã e nas ilhas Kish e Qeshm, além da cidade de Jam na província de Bushehr. Uma explosão em Bandar Abbas não causou vítimas, segundo a agência de notícias Fars.
A resposta do Irã e suas consequências
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã lançou uma campanha de retaliação contra interesses dos EUA e aliados na região. A agência de notícias Tasnim informou que o Irã atacou navios no estreito e abateu um drone fabricado nos EUA próximo a Bandar Abbas.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram que dois de seus petroleiros foram atingidos por mísseis iranianos em águas omanis, resultando na morte de um membro da tripulação e ferimentos em oito pessoas. O IRGC afirmou ter atingido dois superpetroleiros que considerava 'ofensivos'.
No Kuwait, o exército iraniano afirmou ter realizado um ataque com drones contra alvos militares dos EUA, incluindo um sistema de mísseis Patriot e depósitos de combustível. Em Bahrain, o IRGC atacou depósitos de armas e um centro de comunicações, além de ter atingido a Quinta Frota dos EUA.
O exército da Jordânia afirmou ter interceptado quatro mísseis disparados do Irã, após o que o IRGC lançou mísseis balísticos contra forças americanas em uma base no país. O IRGC enfatizou que suas operações não visavam a Jordânia, mas sim a presença militar dos EUA.
Repercussões e reações
O presidente dos EUA, Donald Trump, notificou oficialmente o Congresso sobre a retomada das hostilidades em 10 de julho, citando a necessidade de manter tropas americanas em combate por mais 60 dias. Em coletiva de imprensa, Trump declarou que a capacidade ofensiva do Irã estava sendo desmantelada, mas ainda acreditava em um possível acordo.
Enquanto isso, um bloqueio naval ao Irã, supervisionado pela Marinha dos EUA, deve começar às 20h GMT de terça-feira, abrangendo todos os portos da costa sul do país. O deputado iraniano Ebrahim Azizi reafirmou a determinação de Teerã em defender suas linhas vermelhas, com a introdução de um projeto de lei para gerenciar o Estreito de Ormuz.
A escalada do conflito já impactou o mercado de petróleo, com preços subindo mais de 9% na segunda-feira, alcançando o maior nível desde junho, enquanto o tráfego pelo estreito caiu 52% em comparação à semana anterior.
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