A FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) aprovou na quinta-feira, 16 de julho de 2026, a pílula Lipfendra (enlicitide), da Merck, destinada à redução dos níveis de colesterol. Este é o primeiro medicamento em comprimido da classe dos inibidores de PCSK9 aprovado no país.
Até o momento, os tratamentos dessa classe eram disponibilizados exclusivamente por meio de injeções. A introdução do Lipfendra em forma de comprimido promete facilitar o acesso a pacientes com alto risco cardiovascular, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades com aplicações periódicas ou que não podem arcar com o custo dos medicamentos disponíveis no mercado.
Mecanismo de ação e eficácia do Lipfendra
O Lipfendra atua bloqueando a proteína PCSK9, que tem um papel crucial na remoção do colesterol LDL, conhecido como "colesterol ruim", do sangue. Estudos apresentados pela Merck indicam que o medicamento pode reduzir os níveis de LDL em até 60%, um resultado comparável ao dos tratamentos injetáveis da mesma classe.
Os estudos que fundamentaram a aprovação do Lipfendra foram realizados com pacientes que apresentam colesterol elevado, incluindo aqueles com hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que provoca aumento precoce dos níveis de colesterol. A Merck também informou que não foram observados aumentos significativos nos efeitos adversos quando comparados ao placebo.
Preço e concorrência no mercado
O Lipfendra terá um preço de tabela de US$ 315 por mês nos Estados Unidos e deverá estar disponível nas farmácias nas próximas semanas. Em comparação, os medicamentos injetáveis da mesma classe, como Repatha, da Amgen, e Praluent, de Regeneron e Sanofi, têm custos que variam de US$ 500 a US$ 600 mensais.
A Merck continua a realizar estudos para determinar se o comprimido terá o mesmo impacto que os medicamentos injetáveis na redução de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e mortes causadas por doenças cardiovasculares. Segundo a American Heart Association, aproximadamente 1 em cada 4 adultos nos Estados Unidos apresenta níveis elevados de colesterol LDL.
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