Um estudo recente, publicado na revista científica PLOS Global Public Health, analisou a saúde mental de mais de 13,5 mil idosos canadenses e revelou que o uso de redes sociais pode estar associado a uma pior percepção do bem-estar psicológico. Em contrapartida, o uso de e-mail foi relacionado a avaliações mais positivas da saúde mental.

Impacto das redes sociais na saúde mental

A pesquisa, conduzida por Hossam Ali-Hassan da Universidade de York, utilizou dados da Pesquisa Canadense de Uso da Internet de 2022, realizada pelo Statistics Canada. O estudo revelou que, embora 83% dos canadenses com 55 anos ou mais tenham participado de atividades online em 2022, a conexão digital não garante benefícios à saúde mental.

E-mail traz benefícios percebidos

Entre as ferramentas analisadas, o e-mail foi o único a mostrar uma associação positiva significativa com a saúde mental. Os idosos que utilizavam e-mail tendiam a avaliar sua saúde mental de forma mais favorável, possivelmente devido à comunicação estruturada e à possibilidade de interações em seu próprio ritmo.

Redes sociais e comparações sociais

Por outro lado, o uso de redes sociais foi associado a uma percepção negativa da saúde mental. Os pesquisadores apontam que a exposição a conteúdos perturbadores e a comparação social podem contribuir para essa avaliação negativa, corroborando estudos anteriores que associaram o uso de redes sociais a sintomas de ansiedade e depressão.

Dados significativos

Os dados da pesquisa mostram que 80,2% dos idosos usavam e-mail, 59,6% utilizavam aplicativos de mensagens e 52,3% estavam presentes em redes sociais. No entanto, a pesquisa não encontrou associações significativas entre saúde mental e outros tipos de comunicação digital, como chamadas de vídeo e aplicativos de mensagens.

Considerações finais

Os autores alertam que os resultados devem ser interpretados com cautela, pois o estudo não estabelece relações de causa e efeito. Compreender as diferenças entre as ferramentas digitais pode auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas à saúde mental de uma população idosa em crescimento.