Um estudo conduzido por psicólogos da Università Cattolica del Sacro Cuore, em Milão, revelou que adultos mais velhos podem experimentar melhorias reais em memória, performance física e níveis de estresse após o uso de pílulas placebo por três semanas, mesmo sabendo que eram ineficazes.
Resultados do Estudo
Os resultados foram publicados no International Journal of Clinical and Health Psychology e liderados pelos pesquisadores Diletta Barbiani, Alessandro Antonietti e Francesco Pagnini. O estudo foi financiado por meio de subsídios do PNRR pelo projeto Age-IT.
Segundo Pagnini, professor de Psicologia Clínica, o objetivo da pesquisa era entender se a terapia placebo poderia influenciar funções psicológicas, cognitivas e físicas em idosos que vivem na comunidade.
Metodologia
Para a pesquisa, 90 adultos mais velhos saudáveis foram divididos aleatoriamente em três grupos: um grupo não recebeu tratamento, o segundo recebeu pílulas placebo acreditando que eram ativas, e o terceiro recebeu as mesmas pílulas, mas com a informação de que eram placebos.
Após três semanas, os participantes que sabiam que estavam tomando placebo apresentaram níveis de estresse mais baixos e melhorias significativas na memória em comparação aos que não receberam intervenção.
Implicações dos Resultados
Os grupos que tomaram placebo, tanto os que acreditavam que eram ativos quanto os que sabiam que eram inativos, mostraram ganhos em performance cognitiva e física. O grupo que estava ciente do uso do placebo teve melhorias de até 21,5% em memória, enquanto o outro grupo, que acreditava estar tomando um suplemento real, apresentou melhorias de até 14,6%.
Esses resultados sugerem que o uso de placebo, especialmente os abertos, pode ser uma estratégia ética e eficaz para apoiar o envelhecimento saudável, ressaltando a importância do estado mental no processo de envelhecimento.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.