Maternidade e feto especialistas devem incluir a assistência ao aborto como parte fundamental de sua prática em estados onde a lei o proíbe, segundo recomendação da Sociedade de Maternidade e Feto.

Em 41 estados dos Estados Unidos, abortos são banidos em determinados estágios da gestação, o que torna difícil ou impossível para médicos praticarem a medicina baseada em evidências, conforme relatório divulgado nesta semana.

A decisão judicial Dobbs intensificou as restrições, levando a um aumento nas mortes por gravidez ectópica entre 2020 e 2025, de acordo com análise de ProPublica. Provedores de cuidados posteriores à gravidez em 'states of refuge' relatam que pacientes chegam mais tarde e em condições mais graves.

‘A prática de maternidade e feto está inseparável de planejamento familiar e assistência ao aborto’, afirma Justin Lappen, chair do comitê de saúde reprodutiva da SMFM.

O relatório destaca a importância de profissionais individuais adotarem práticas que beneficiem os pacientes e a necessidade de sistemas de saúde terem planos de apoio antecipado para pacientes.