Especialista revela os golpes com IA que mais fazem vítimas pela internet e ensina como se proteger Ao Portal 6 Ao Vivo, Jayme Diogo explicou como criminosos exploram novas tecnologias para enganar vítimas e compartilhou medidas simples capazes de reduzir os riscos Os golpes aplicados pela internet estão cada vez mais difíceis de identificar. Com o avanço da inteligência artificial, criminosos passaram a utilizar ferramentas capazes de clonar vozes, criar vídeos falsos e reproduzir perfis em redes sociais com um nível de realismo que desafia até quem está acostumado ao ambiente digital. O assunto foi tema do Portal 6 Ao Vivo desta quinta-feira (23), que recebeu o empresário e especialista em comunicação digital Jayme Diogo para explicar como essas fraudes funcionam e quais cuidados podem impedir que consumidores e empresas se tornem vítimas.
Segundo ele, o maior erro é acreditar que os golpes surgiram com a inteligência artificial. Na verdade, explica, o que mudou foi a forma como os criminosos passaram a convencer as pessoas. “O golpe não é novo.
O que modifica é exatamente a dinâmica com que ele acontece. Hoje ficou muito mais difícil identificar o que é verdadeiro e o que não é, porque a inteligência artificial evoluiu muito rápido e passou a fazer parte do nosso dia a dia.” Entre as principais ameaças está o chamado deepfake, tecnologia que consegue reproduzir com precisão o rosto, a voz e até a forma de falar de uma pessoa utilizando apenas alguns segundos de vídeo ou áudio disponíveis na internet. Por isso, Jayme orienta que pedidos de dinheiro feitos por aplicativos de mensagem ou ligações nunca sejam atendidos sem uma confirmação por outro canal.
“Pode ser a pessoa em quem você mais confia. Mesmo assim, não faça um Pix imediatamente. Retorne a ligação para o número verdadeiro, converse diretamente com ela e confirme a situação antes de qualquer transferência.” Outro golpe que tem se tornado frequente, segundo o especialista, envolve perfis falsos de empresas e anúncios com preços muito abaixo do mercado.
Nesses casos, criminosos copiam fotos, publicações e identidade visual de marcas conhecidas para induzir consumidores a realizarem pagamentos em páginas fraudulentas. Além da atenção durante compras online, Jayme recomenda ativar a autenticação em duas etapas em redes sociais, utilizar senhas diferentes para cada serviço e alterá-las periodicamente. “O golpista sempre procura o alvo mais fácil.
Muitas vezes ele invade o perfil do administrador da empresa, e não o perfil comercial. A autenticação em duas etapas é uma das ferramentas mais importantes para dificultar esse tipo de ataque.” Durante a entrevista, o especialista também comentou sobre os desafios da inteligência artificial no período eleitoral, alertando que vídeos manipulados tendem a se tornar cada vez mais comuns. Segundo ele, nem sempre as plataformas conseguem identificar automaticamente conteúdos produzidos por IA, tornando essencial verificar a origem das informações antes de compartilhá-las.
A conversa ainda abordou proteção de dados pessoais, segurança nas redes sociais, recuperação de contas hackeadas e o funcionamento dos algoritmos das grandes plataformas digitais.
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