Jim Cramer, comentarista da CNBC, fez um alerta aos investidores nesta segunda-feira sobre os riscos associados ao uso de dinheiro emprestado para negociar ações do setor de inteligência artificial (IA). Durante seu programa 'Mad Money', Cramer destacou que o comércio de ações relacionadas a centros de dados se tornou cada vez mais frágil e recomendou que os investidores vendessem suas posições imediatamente se estivessem operando com margem.
“Se você está pegando dinheiro emprestado para comprar algo relacionado ao centro de dados, então amanhã de manhã, às 9h30, venda, não importa o quê”, afirmou Cramer. “Você não vai se arrepender disso.”
Volatilidade no setor de IA
Nos últimos anos, muitas ações ligadas à infraestrutura de IA e centros de dados tiveram uma valorização significativa. No entanto, essa tendência começou a mostrar sinais de desaceleração, à medida que investidores questionam a continuidade do ritmo de investimento em centros de dados. Cramer observou que essa incerteza resultou em uma volatilidade acentuada nas ações de IA, tornando os investimentos com dinheiro emprestado, conhecidos como operações de margem, especialmente arriscados.
“Se você está operando com margem, saia disso”, enfatizou Cramer. “Não tenho mais certeza de que você conseguirá sair vivo dessa situação.”
Os riscos das operações de margem
Investir em ações utilizando margem implica pegar dinheiro emprestado de uma corretora para aumentar o valor do investimento. Embora essa estratégia possa potencializar os ganhos quando os preços das ações sobem, ela também amplifica as perdas. Quedas bruscas podem resultar em chamadas de margem, obrigando os investidores a depositar mais dinheiro ou a vender suas participações, muitas vezes em momentos desfavoráveis.
Em vez de focar apenas em ações de centros de dados, Cramer sugeriu que os investidores busquem empresas com fontes de crescimento mais diversificadas. Ele citou a CRH, fornecedora de materiais de construção, como um exemplo positivo, ressaltando que, embora a empresa forneça materiais para a construção de centros de dados, a maior parte de seus negócios provém de estradas, pontes e complexos de escritórios.
“Queremos tecnologia, mas não o tipo de grandes empresas de tecnologia que os investidores costumavam comprar”, disse Cramer. “Queremos tecnologia de materiais e queremos tecnologia científica.”
Além disso, Cramer mencionou que investidores que possuem ações de tecnologia de qualidade e não estão operando com margem podem ser capazes de enfrentar a volatilidade do mercado. “Agora, se você possui ótimas ações de tecnologia e não está em margem, você pode ficar bem, assumindo que consiga lidar com alguma dor”, concluiu.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.