Recentes terremotos que afetaram regiões como a Califórnia, Venezuela e Japão destacam a importância dos sistemas de alerta precoce para terremotos, que notificam milhões de pessoas em segundos. Na quarta-feira e na quinta-feira, a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, um dos mais fortes registrados no país em mais de um século. Enquanto isso, na Califórnia, um tremor moderado também ocorreu, e nas Filipinas, em junho, 37 pessoas perderam a vida devido a um terremoto em Mindanao.

Atualmente, países como Estados Unidos, México, Japão, Turquia, Romênia, China, Itália e Taiwan implementaram sistemas de alerta precoce, conhecidos como EEW (Early Earthquake Warnings). Apesar de a Venezuela não possuir um sistema nacional, a tecnologia do Google Android Earthquake Alerts conseguiu alertar alguns usuários segundos antes do tremor.

Pericles Sánchez, um escritor de 39 anos em Caracas, recebeu um aviso em seu celular Android minutos antes do abalo, permitindo que ele buscasse abrigo. “Foi só quando já estávamos do lado de fora que começamos a sentir o tremor”, contou.

O funcionamento dos sistemas de alerta

O sistema ShakeAlert, que opera na costa oeste dos EUA, notificou mais de 4 milhões de pessoas sobre o terremoto na Califórnia. A primeira EEW pública foi lançada no México em 1991, e o Japão, após o devastador terremoto de 2011, aprimorou seu sistema com a rede S-Net, que monitoriza a zona de subducção no fundo do mar.

Desafios e limitações

Embora os sistemas sejam eficazes, pessoas próximas ao epicentro podem receber avisos muito curtos ou até inexistentes. As mensagens de alerta variam em detalhes, e é fundamental que os cidadãos saibam como agir ao receber um aviso, como “agachar, cobrir e segurar”.