O engenheiro e produtor de vídeos John Tse apresentou um guarda-chuva voador que tem a capacidade de acompanhar o usuário de forma autônoma, eliminando a necessidade de controle manual. O protótipo foi desenvolvido para facilitar o uso em situações cotidianas, como quando se está com as mãos ocupadas.

Como funciona o protótipo

O guarda-chuva combina elementos de um drone, como hélices e um controlador de voo, com uma câmera de profundidade do tipo ToF, que mede o tempo que a luz leva para retornar ao sensor. Essa tecnologia permite calcular a distância entre o guarda-chuva e a pessoa que está sendo seguida, possibilitando que o equipamento se mantenha posicionado sobre a cabeça do usuário enquanto ele se desloca.

Desenvolvimento e desafios

A ideia do guarda-chuva voador começou a ser desenvolvida em 2022, e a primeira versão do protótipo, apresentada em 2024, necessitava de um controle remoto para operar. Após sugestões de seguidores, Tse implementou um sistema de rastreamento autônomo. Mesmo com avanços, o criador reconhece que o funcionamento ainda apresenta limitações significativas.

Um dos principais desafios é a influência do vento, que afeta o voo do guarda-chuva devido à sua ampla superfície de contato com o ar. Isso torna a navegação mais complexa, pois o equipamento precisa inclinar-se para se mover, o que pode resultar em oscilações indesejadas.

Atualmente, o guarda-chuva voador opera a uma distância mínima de três metros do solo, uma medida de segurança para evitar acidentes com as hélices. Além disso, a distância do sensor à cabeça do usuário é crucial para garantir que o equipamento consiga identificar e acompanhar a pessoa de maneira eficaz.

Ainda que o protótipo seja uma experiência de engenharia interessante, ele não está disponível para comercialização e enfrenta questões como segurança, duração da bateria, ruído e regulamentações para drones, que precisam ser resolvidas antes de uma possível introdução no mercado.