A energia geotérmica, que utiliza o calor natural presente abaixo da superfície da Terra, tem conquistado um consenso raro entre os políticos dos EUA, independentemente de suas orientações partidárias. Essa fonte de energia, com baixa emissão de gases de efeito estufa, atrai tanto liberais quanto conservadores, que valorizam a independência energética e a utilização de tecnologias de perfuração conhecidas na indústria de petróleo e gás.
Nos últimos meses, alguns estados americanos têm acelerado a concessão de licenças para usinas geotérmicas. Em abril, senadores de ambos os partidos introduziram a Lei de Pesquisa e Desenvolvimento em Geotermia de Próxima Geração, que direciona o Departamento de Energia a apoiar o desenvolvimento e a comercialização de sistemas geotérmicos avançados.
Avanços Tecnológicos e Novas Abordagens
Uma das inovações mais promissoras é o sistema geotérmico aprimorado (EGS), que envolve a fraturação de rochas subterrâneas por meio da injeção de fluido pressurizado. Essa técnica, conhecida como fracking, é controversa, mas, segundo Gernot Wagner, economista climático da Columbia Business School, os benefícios superam os riscos associados.
A empresa Quaise, originada no MIT, está desenvolvendo uma tecnologia chamada perfuração por ondas milimétricas, que permite acessar fontes geotérmicas super quentes em qualquer lugar do mundo. Harry Kelso, gerente de comunicações da Quaise, destaca que essa técnica pode revolucionar a economia da energia geotérmica, permitindo extrair até dez vezes mais energia por poço.
Desafios Econômicos e Oportunidades Futuras
Apesar de seu potencial, a energia geotérmica ainda enfrenta desafios econômicos. O custo inicial para a implementação de projetos é elevado, e, atualmente, a energia gerada é mais cara em comparação com a solar e eólica. Entretanto, empresas como a Fervo Energy, que se tornou pública em maio, estão otimistas. A Fervo garante que a energia geotérmica de sua planta em Utah será vendida a grandes consumidores, como o Google.
Com o investimento contínuo e inovações tecnológicas, Wagner acredita que a energia geotérmica está prestes a decolar e se tornar uma alternativa viável e econômica no futuro.
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