A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, em uma nota divulgada neste sábado (5), que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido na apuração de possível interferência em um relatório da Polícia Federal pedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Procurador-geral deve se declarar impedido

A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF; e que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas.

A associação afirma que o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores 'independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula'.

PGR abre apuração sobre relatório

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que abriu uma apuração sobre possível interferência na produção do relatório.

A PGR alegou que não foi comunicada sobre a determinação de Mendonça e afirmou que a decisão proferida nos autos da Petição n. 15.556/DF foi ocultada do Ministério Público, impedindo-o de realizar o necessário controle externo da atividade policial.