Goiás avançou em inovação e tecnologia com a atuação de Daniel Vilela
Defender um político não significa fechar os olhos para seus defeitos. Significa, sobretudo, reconhecer quando há uma trajetória que merece ser considerada. No caso de Daniel Vilela, existe um argumento que pode ser feito sem bajulação e sem precisar recorrer a slogans eleitorais: na área de tecnologia, inovação e transformação digital, ele chega à sucessão do governo de Goiás com um histórico concreto de participação e articulação que poucos políticos do Estado conseguem apresentar.
A razão não está em uma promessa de campanha, mas em uma política construída ao longo dos últimos anos. Ainda na primeira gestão de Ronaldo Caiado, Daniel participou da estruturação de iniciativas que colocaram inovação e tecnologia no centro da estratégia de desenvolvimento de Goiás. Em março de 2023, por exemplo, ele representou o governador no lançamento do Pacto Goiás pela Inovação, iniciativa que reuniu governo, universidades, empresas e sociedade civil para estruturar o ecossistema tecnológico do Estado.
Naquele mesmo período, Daniel esteve à frente da inauguração do Hub Goiás, criado para concentrar iniciativas de inovação e empreendedorismo. O espaço foi concebido como ambiente público de inovação e passou a ser administrado pelo Porto Digital, um dos principais parques tecnológicos do país. Não é um detalhe arquitetônico: é a criação de uma infraestrutura permanente para aproximar startups, empresas, universidades e governo.
É justamente essa continuidade que torna a comparação interessante. O atual governo não começou do zero. Pelo contrário: ampliou uma estrutura que já vinha sendo construída. E Daniel Vilela esteve nos dois momentos — primeiro como vice-governador e articulador político da agenda e, depois, como governador responsável por aprofundá-la.
Um dos melhores exemplos está na inteligência artificial. Em 2023, quando assumiu interinamente o governo, Daniel articulou com a Finep a possibilidade de captar até R$ 1 bilhão para projetos de inteligência artificial. Na ocasião, colocou o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG entre as prioridades do Estado. O CEIA havia sido criado em 2019, portanto antes de sua chegada ao governo, mas a atuação de Daniel demonstra que a estratégia passou a ser tratada como política de Estado, e não como um projeto isolado de universidade ou de uma secretaria.
E os resultados mais recentes reforçam essa leitura. Daniel não criou sozinho o ecossistema de tecnologia de Goiás. Há pesquisadores, universidades, empresários, servidores públicos, secretários e instituições que foram fundamentais para isso. A Fapeg, a UFG e o CEIA, por exemplo, possuem trajetória própria. O mérito político de Daniel está em ter compreendido que esse conhecimento precisava ser conectado à máquina pública, ao setor produtivo e a uma estratégia de desenvolvimento.
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