Uma criança de 9 anos sofreu um acidente durante um salto de rope jump com a equipe "Entre Cordas", meses antes da morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que ocorreu em 13 de junho deste ano. A informação foi divulgada pela Polícia Civil após a conclusão do segundo inquérito sobre a tragédia, que aconteceu na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo.

Acidente anterior e depoimento do pai

O acidente com o menino ocorreu em março de 2026, três meses antes do evento fatal. De acordo com o depoimento do pai à polícia, durante o salto, a corda que sustentava seu filho foi retirada enquanto ele ainda estava em movimento, resultando em um impacto com o solo e lesões leves.

O pai afirmou que seu filho, após o salto, apresentou movimentos pendulares e foi liberado da corda de forma antecipada por um dos integrantes da equipe, o que causou escoriações nos joelhos. Apesar de um leve impacto na cabeça, não houve lesões graves, conforme detalhado no relatório da Polícia Civil.

Investigação da morte de Maria Eduarda

Maria Eduarda morreu ao ser lançada a 40 metros de altura sem cordas de segurança durante a prática do esporte radical. A Polícia Civil indiciou a organizadora do evento por homicídio qualificado, com a investigação ainda em andamento para localizar a câmera utilizada pela jovem durante o salto.

No primeiro inquérito, três instrutores foram presos em flagrante logo após a morte da jovem. Eles foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, e tiveram suas prisões convertidas em preventivas.

Os três são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes e de desaparecer com a câmera que gravava o salto de Maria Eduarda. Esse equipamento é considerado essencial pelos investigadores para a reconstrução dos fatos. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou a investigação acerca de possíveis crimes dolosos e fraude processual.

Reações e consequências após o acidente

Imagens recentes mostram a reação das pessoas que estavam na ponte no momento do salto de Maria Eduarda. Testemunhas relataram momentos de pânico ao perceberem que a corda não estava presente, com gritos de alerta e confusão entre os presentes.

O pai da criança ferida mencionou que trabalhou anteriormente com a equipe de saltos, prestando serviços operacionais, mas não presenciou irregularidades nas conferências de equipamentos antes dos saltos. A investigação continua com a oitiva de testemunhas e análise das circunstâncias que levaram ao acidente fatal.