Um menino palestino de quatro meses, Ahmad Marouf Zeid, faleceu na noite de domingo após um bloqueio em um posto de controle militar israelense, localizado a oeste de Ramallah, ter impedido seu acesso a atendimento médico urgente. A informação foi confirmada pela governadora de Ramallah e el-Bireh, Laila Ghannam, em uma postagem nas redes sociais.

Segundo Ghannam, os médicos do Hospital Especializado Árabe atestaram a morte de Ahmad após mais de uma hora de espera em que as forças israelenses barraram sua transferência para o hospital, apesar de seu estado crítico. A governadora descreveu o ocorrido como “uma mancha na consciência da humanidade”, atribuindo a situação a uma política israelense que visa dificultar o movimento e o acesso à saúde dos palestinos, em violação de direitos fundamentais.

Conflito crescente na Cisjordânia

Além da morte de Ahmad, um adolescente palestino de 16 anos também foi morto pelas forças israelenses no campo de refugiados de Qalandiya, próximo a Ramallah. De acordo com o Ministério da Saúde da Palestina, dois outros meninos de 14 anos ficaram feridos durante o incidente, que ocorreu no mesmo dia.

Desde o início da atual escalada de violência, que se intensificou ao longo dos mais de 1.000 dias da guerra israelense em Gaza, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente. O Ministério da Saúde palestino reportou que, desde outubro de 2023, pelo menos 1.087 palestinos foram mortos na Cisjordânia em ações de forças israelenses e colonos.

Violência em Gaza

Na Faixa de Gaza, um ataque aéreo realizado por um drone israelense atingiu uma multidão na Rua Omar al-Mukhtar, no centro da cidade de Gaza, resultando na morte de pelo menos duas pessoas e ferindo várias outras. O Ministério da Saúde de Gaza informou que as violações do “cessar-fogo” com o Hamas, que entrou em vigor em outubro, já causaram 1.066 mortes e 3.445 feridos na região.

Os dados mais recentes apontam que o total de mortos na guerra em Gaza desde outubro de 2023 chega a 73.090, com 173.550 pessoas feridas, conforme informações do Ministério da Saúde local. A situação continua a ser alarmante, com apelos internacionais por uma solução pacífica e por respeito aos direitos humanos na região.