Tunísia enfrenta crescente repressão contra o setor civil. Segundo ativistas e relatórios internacionais, a situação atual é de preocupação generalizada.

Messaoud Romdhani, ativista tunisiano, afirma que as organizações de direitos humanos estão em estado de choque. 'Quem critica as autoridades ou a situação em Tunísia enfrenta repressão', explica Romdhani, acrescentando que muitas são acusadas de lavagem de dinheiro, levando à suspensão de suas atividades.

Outro ativista, que prefere anonimato, destaca que a incerteza criada pela repressão torna-se uma forma de pressão. 'O impacto frio é o maior medo: quando as organizações são suspensas e os ativistas são processados ou detidos, a incerteza em si se torna uma forma de pressão', afirmou.

A Human Rights Watch também alerta sobre a repressão. No relatório mais recente, publicado nesta semana, o órgão conclui que o presidente Saied está tentando fechar completamente o espaço para o setor civil tunisiano.

Segundo Bassam Khawaja, da Human Rights Watch, o governo usou processos abusivos e arbitrários para silenciar vozes críticas. 'O objetivo é silenciar todas as vozes de oposição e independência no país', afirmou Khawaja.