Durante a Copa do Mundo, Los Angeles se transformou em um mar de camisas verdes da seleção mexicana. As festas em bares, cafés e até em barbearias, além de milhares de torcedores se dirigindo ao Los Angeles Stadium, demonstram a paixão inabalável dos fãs, mesmo sem a equipe entrar em campo na cidade.

“Após a Cidade do México, Los Angeles é a segunda maior cidade mexicana do mundo”, comentou Gary, que nasceu no México e se mudou para a Califórnia no início da infância. “O futebol está definitivamente enraizado na cultura aqui, e você pode sentir isso.”

A região de Los Angeles abriga mais de três milhões de mexicanos e mexicano-americanos, e a paixão pela seleção mexicana se reflete na diáspora mexicana, que encontra no futebol uma conexão com suas raízes e história compartilhada.

Tradição familiar e apoio à seleção

Lucy, uma fã da seleção, destacou a força dos laços familiares. “Amo a energia da equipe mexicana. Esta é a camisa do meu pai, tem cerca de 30 anos, como eu”, contou ela, mostrando sua camisa verde desbotada.

Luis, outro torcedor nascido e criado em Los Angeles, reforçou essa conexão. “A paixão pelo México sempre esteve presente na minha família. Todos ao meu redor sempre torceram pelo México. A seleção nos proporcionou mais lembranças futebolísticas do que os Estados Unidos.”

A rivalidade complexa

A rivalidade entre os dois países é intensa e divide opiniões. Hector, um torcedor, afirmou: “Se o México for eliminado, vou torcer pelos EUA.” Luis, por outro lado, não compartilha do mesmo sentimento. “Não apoio os EUA. Odeio o Landon Donovan. Mesmo ele sendo o melhor jogador dos EUA, não gosto dele.”

Gary, que vive nos EUA há quase quatro décadas, adotou uma visão mais equilibrada: “Se os EUA jogarem, vou torcer por eles. Mas se enfrentarem o México, tenho que torcer pelo México. Isso faz parte da cultura.” A quantidade de camisas verdes nas ruas de LA durante a Copa do Mundo parece confirmar essa afirmação.