• Renúncia não é aceita O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou sua renúncia na quinta-feira (5), em meio a uma grave crise bancária, mas continua formalmente no cargo. O Congresso não concluiu a votação sobre sua saída por falta de quórum e decidiu dar continuidade ao processo de impeachment, cujo julgamento prossegue nesta sexta-feira (6). A Câmara dos Deputados aprovou a acusação por unanimidade, com 78 votos favoráveis, incluindo parlamentares do próprio Partido Colorado, legenda do presidente.

• Crise deixou milhões sem acesso ao dinheiro A crise começou após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição financeira digital com aproximadamente 3 milhões de clientes. O banco apresentou graves problemas de solvência, deixando correntistas sem acesso às economias. A investigação também envolve recursos públicos depositados na instituição.

Peña, que assumiu a Presidência em 2023 e tinha mandato até 2028, já foi acionista de uma empresa ligada ao banco. Ele nega irregularidades. • Julgamento no Senado A renúncia não foi votada porque parlamentares governistas abandonaram uma sessão conjunta do Congresso.

Parte dos legisladores defende a destituição por impeachment, que pode ter consequências jurídicas diferentes da renúncia. O Senado marcou a apresentação da defesa de Peña para as 10h desta sexta-feira. O presidente pediu mais 72 horas para preparar sua defesa.