Um estudo publicado na revista European Heart Journal indica que conservantes alimentares comuns, presentes em diversos alimentos processados, podem aumentar o risco de hipertensão e doenças cardíacas.

A pesquisa, liderada por Dr. Mathilde Touvier, da INSERM, e Anaïs Hasenböhler, da Universidade Sorbonne Paris Nord, analisou os hábitos alimentares de mais de 112 mil pessoas ao longo de sete a oito anos.

Os conservantes são usados para prevenir a crescimento de bactérias e fungos, retardar a deterioração dos alimentos e manter sua cor, sabor e frescor. A equipe de pesquisa examinou os ingredientes dos alimentos e bebidas consumidos pelos participantes, incluindo os conservantes presentes neles.

Os resultados mostram que a exposição a conservantes foi praticamente universal, com 99,5% dos participantes consumindo pelo menos um conservante nos dois primeiros anos do estudo.

A ingestão de conservantes foi associada a um risco maior de hipertensão e doenças cardíacas. Os participantes que consumiram maiores quantidades de conservantes não antioxidantes tiveram um risco 29% maior de hipertensão e 16% maior de doenças cardíacas, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e angina.

Os conservantes antioxidantes também foram associados a um risco maior de hipertensão, com um aumento de 22%.