O mercado global de alimentos registrou alta nos preços, refletindo eventos climáticos extremos, tensões geopolíticas e perturbações logísticas. Em agosto, o Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,9%, alcançando 133,3 pontos. Neste cenário, o Brasil se fortalece como principal provedor de grãos, com a Conab estimando a safra brasileira em 361,7 milhões de toneladas.
Exportações e produtividade
Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações do agronegócio somaram US$ 57,85 bilhões, crescimento de 9,45% em comparação com o mesmo período de 2025. Para a Consultoria Agro do Itaú BBA, esses resultados refletem ganhos de produtividade, consolidação da segunda safra, adaptação genética e integração entre lavoura e pecuária.
No mercado de soja, a China comprou expressivamente dos Estados Unidos, enquanto os embarques brasileiros avançaram. Analistas avaliam que parte dessas compras tem perfil geopolítico.
Custos e dependência de insumos
O Brasil consome cerca de 8% da produção mundial de fertilizantes e importa 85% da demanda. Isso expõe o produtor à variação do preço internacional dos insumos e do câmbio. Em 2026, a relação de troca piorou para soja e milho, necessitando de mais sacas para comprar uma tonelada de MAP.
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