A dívida total dos consumidores com fornecedores de energia no Reino Unido alcançou um novo recorde de £4,79 bilhões. De acordo com a reguladora Ofgem, o montante de dívidas e pendências cresceu 15% em um ano, refletindo a situação financeira de muitos clientes que enfrentam dificuldades.
Os dados mais recentes, atualizados trimestralmente, abrangem o período de janeiro a março e dizem respeito a clientes que estão em débito há mais de três meses. Para aqueles sem um plano de pagamento, a dívida média é de £1.876 para eletricidade e £1.623 para gás, valores que ultrapassam o dobro dos que possuem um acordo de pagamento.
Dívidas e alívio financeiro
Com o aumento dos preços da energia previsto para julho, devido à elevação nos custos do gás, especialistas destacam que existem alternativas para reduzir as contas, mesmo que muitos consumidores sintam que já adotaram todas as economias possíveis. Os fornecedores de energia podem oferecer algumas opções de alívio, como a possibilidade de anular parte da dívida, criar planos de pagamento ou auxiliar com custos de eletrodomésticos, como geladeiras e máquinas de lavar, desde que os clientes informem sobre suas dificuldades financeiras.
Contratos fixos e hábitos de pagamento
Atualmente, cerca de 22 milhões de pessoas, ou 40% dos pagadores de contas, estão em tarifas fixas que garantem um custo por unidade durante o período do contrato, geralmente de um ano. Entretanto, é importante estar ciente dos riscos, caso os preços internacionais diminuam.
Além disso, a forma de pagamento pode influenciar os custos. Receber a conta trimestralmente pode custar cerca de £140 a mais por ano do que optar pelo débito mensal, uma alternativa disponível para cerca de sete milhões de contas de crédito padrão.
Medidas de eficiência e auxílio financeiro
Os consumidores também são encorajados a rever seus hábitos e buscar formas de melhorar a eficiência energética em suas casas, além de considerar a elegibilidade para subsídios e benefícios, como o crédito de pensão. Muitas vezes, valores significativos não são reivindicados, e a orientação de organizações como o Citizens Advice pode ser útil para identificar potenciais assistências financeiras.
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