As alegações da Microsoft sobre grandes avanços na computação quântica foram desafiadas pelo físico britânico Dr. Henry Legg, em um artigo publicado na revista científica Nature. Legg, que é um crítico de longa data do trabalho quântico da empresa, afirmou que uma ferramenta de software utilizada pela gigante da tecnologia para verificar sua pesquisa continha erros de codificação e não era suficientemente precisa.
Além disso, o cientista ressaltou que a Microsoft ainda não conseguiu provar sua afirmação de que criou uma partícula teórica chamada Majorana, que é fundamental para sua abordagem em computação quântica. Apesar do ceticismo de especialistas na área, a Microsoft defende suas conclusões e afirma ter investido pesadamente na corrida para construir computadores quânticos, que prometem resolver desafios globais complexos que até mesmo os supercomputadores mais potentes não conseguem processar.
A computação quântica já é uma indústria de bilhões de dólares, embora existam atualmente apenas alguns dispositivos em funcionamento. Os computadores quânticos disponíveis são suscetíveis a erros com interferências mínimas, como pequenas vibrações ou variações de temperatura. "No ano passado, a Microsoft afirmou ter construído o equivalente a um relógio suíço de precisão. No entanto, ao abrir o mecanismo, encontrei uma confusão caótica de peças incompatíveis", disse Legg.
Em resposta, Dr. Chetan Nayak, Fellow Técnico e Vice-Presidente Corporativo de Hardware Quântico na Microsoft, afirmou: "No final das contas, o sucesso é a entrega de um computador quântico escalável". Ele também destacou que o ceticismo é uma parte importante do processo científico.
Legg criticou a falta de compartilhamento de dados por parte da Microsoft, o que é crucial para a validação ou rejeição de pesquisas científicas. Embora a empresa afirme estar compartilhando dados com a agência de defesa dos EUA, Darpa, alguns dados são considerados sensíveis comercialmente e não podem ser divulgados amplamente.