O chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, reafirmou que não existe influência política nas decisões do órgão, em resposta a críticas recentes sobre a atuação de árbitros na Copa do Mundo. As declarações foram feitas após o jogo entre Argentina e Egito, realizado na última terça-feira, quando a integridade do árbitro brasileiro Raphael Claus foi questionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump descreveu Claus como "suspeito" após o juiz expulsar o atacante americano Folarin Balogun nas oitavas de final. Em defesa dos árbitros, Collina destacou que a integridade dos profissionais não deve ser colocada em dúvida, pois isso pode levar a ameaças contra eles e suas famílias.
Defesa das decisões arbitrárias
Collina também se pronunciou em relação às decisões do árbitro francês François Letexier durante o jogo Argentina x Egito, onde uma das polêmicas envolveu um gol anulado da equipe egípcia após revisão do VAR. O VAR indicou uma falta no início da jogada, e Letexier validou um gol da Argentina, apesar das reclamações da comissão técnica egípcia sobre uma possível falta de Julián Álvarez em Mohamed Salah.
“Quando isso acontece, pode provocar reações que resultam em ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é aceitável”, afirmou Collina, em uma entrevista distribuída pela Fifa.
Subjetividade nas decisões
Sobre as jogadas que geraram protestos, Collina afirmou que concorda com as marcações feitas pelo árbitro. Ele explicou que, se uma falta é identificada na construção da jogada e considerada impactante para o gol, o VAR recomendará uma revisão. “Não há limite definido em relação à distância do gol ou ao tempo decorrido entre o incidente e o gol”, disse, referindo-se ao lance em que o egípcio Marwan Attia dividiu com Lisandro Martínez.
Collina também abordou a jogada entre Salah e Álvarez, indicando a subjetividade na interpretação do árbitro. “Pisar no pé de um adversário é falta, enquanto um defensor que toca a bola primeiro e depois faz um contato normal de jogo não cometeu infração”, explicou. Ele concluiu que sempre haverá um elemento de subjetividade em algumas decisões, mas expressou satisfação com a aplicação desse princípio ao longo do torneio.
As controvérsias envolvendo as decisões de Letexier levaram a federação egípcia a apresentar um protesto formal à Fifa, evidenciando a tensão gerada em torno das arbitragens durante a competição.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.