A chapa do PSD para a eleição ao Palácio do Planalto, composta por Ronaldo Caiado como candidato a presidente e Gilberto Kassab na vice, pode enfrentar dificuldades em obter apoio em estados cruciais para a disputa eleitoral.
Na última quarta-feira (1º), Caiado anunciou Kassab como seu companheiro de chapa. Contudo, a situação em estados como São Paulo e Minas Gerais levanta questões sobre a viabilidade da candidatura do PSD.
Desafios em São Paulo
No estado de São Paulo, que possui mais de 34 milhões de eleitores, o PSD optou por apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, Tarcísio, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, deve apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na sua própria candidatura.
Kassab defendeu a decisão de apoiar Tarcísio, ressaltando a importância do governador para a região, mesmo que isso signifique apoiar um candidato que não está alinhado com Caiado. “Para o Brasil e para São Paulo é importante a reeleição do Tarcísio. E sabemos que o candidato do Tarcísio é o Flávio Bolsonaro, não é o Caiado”, afirmou.
Durante uma entrevista, Tarcísio também reiterou seu apoio a Flávio Bolsonaro, afirmando que, devido à polarização política, “não tem espaço para essas lideranças regionais emergirem como uma liderança nacional”.
Minas Gerais e outros estados
Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, o PSD conta com o atual governador Mateus Simões, que decidiu apoiar Romeu Zema (Novo) para sua reeleição. Simões, que foi vice de Zema na chapa vencedora de 2022, justificou sua escolha enfatizando a política fiscal implementada por Zema, que considera benéfica para o Brasil.
“Meu candidato à Presidência é o governador Romeu Zema. Acredito que o Brasil enfrenta desafios semelhantes aos que Minas enfrentou há alguns anos, especialmente na área fiscal”, disse Simões.
O presidente do diretório estadual do PSD em Minas, Cássio Soares, afirmou que o apoio de Simões a Zema é um “acordo prévio, sensato e equilibrado”, permitindo que os membros do partido escolham seus candidatos de acordo com suas preferências. Soares declarou seu apoio a Caiado, reafirmando seu compromisso com as pré-candidaturas do PSD.
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes representará o PSD na disputa ao governo do estado, mas, assim como em sua campanha anterior, deverá apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kassab destacou a importância de compreender as circunstâncias locais que influenciam as decisões dos diretores estaduais.
Por fim, na Bahia, o senador Otto Alencar (PSD-BA) manifestou apoio à chapa petista de Lula, afirmando que o partido na Bahia marchará com o presidente, independentemente da chapa nacional do PSD.
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