No mundo da tecnologia, a visão de Elon Musk sobre centros de dados orbitais não é unânime. Durante uma recente reunião com acionistas, Masayoshi Son, fundador e CEO da SoftBank, criticou a ideia, afirmando que a construção de data centers no espaço não trará uma redução significativa de custos e que levará muito tempo para ser implementada. Son enfatizou que, na corrida pela inteligência artificial, os próximos anos são cruciais e não é sensato pensar a longo prazo.
Debate sobre a viabilidade dos centros de dados em órbita
No podcast Equity da TechCrunch, os comentaristas discutiram as observações de Son em um contexto mais amplo, que incluiu os planos da OpenAI para chips personalizados e um investimento de 650 milhões de dólares na fabricante de chips Groq. Kirsten Korosec, uma das comentaristas, ressaltou a ironia do ceticismo de Son, considerando o histórico da SoftBank em fazer apostas audaciosas.
Sean O’Kane, outro comentarista, observou que a proposta de Musk de criar uma constelação de satélites para formar um “centro de dados orbital” pode, na verdade, garantir mais negócios para a SpaceX, uma vez que esses satélites precisam ser substituídos a cada poucos anos.
Desafios na construção de data centers
Son levantou a questão da real necessidade de centros de dados no espaço, enfatizando que, mesmo que a ideia funcione, os custos para sua implementação serão altos e os resultados não serão imediatos. Ele se juntou a outros investidores que também expressaram ceticismo sobre a viabilidade dessa abordagem.
Em meio a esse debate, o podcast destacou que as empresas de tecnologia, como a SpaceX, estão cada vez mais focadas em alugar capacidade computacional, refletindo a crescente escassez de recursos computacionais na Terra.
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