Um estudo conduzido pela Universidade de Zurique indica que transplantes de células-tronco podem reparar danos causados por derrame, gerando novas células nervosas e restabelecendo funções motoras.

Segundo Christian Tackenberg, cientista da Universidade de Zurique, cerca de 25% dos adultos sofrem de derrame ao longo da vida, e metade desses casos resultam em sequelas permanentes, como paralisia ou dificuldade em falar.

A pesquisa envolveu a utilização de células-tronco neurais, capazes de se desenvolverem em múltiplas células do sistema nervoso. Os resultados sugerem que essas células não apenas substituem as células perdidas durante o derrame, mas também induzem processos de regeneração.

No experimento, os pesquisadores transplantaram células-tronco humanas diretamente no tecido cerebral danificado de ratos geneticamente modificados para evitar rejeição imunológica. Após uma semana, as células foram implantadas e observadas por cinco semanas.

Os pesquisadores constataram que as células-tronco sobreviveram durante todo o período de análise e transformaram-se em novas células nervosas, comunicando-se com as células já existentes no cérebro.