O momento que antecede o sono deve ser de relaxamento, mas muitos optam por permanecer acordados, assistindo vídeos ou respondendo mensagens. Pesquisadores brasileiros, publicados nos Cadernos de Saúde Pública, identificaram que essa prática pode prejudicar a qualidade do sono.

Celulares atuam como estímulos

A professora Milca Abda, do IDOMED, explica que o cérebro precisa perceber o fim do dia. Reduzir estímulos e priorizar atividades tranquilas são fundamentais. No entanto, o uso do celular pode produzir o efeito contrário, mantendo o cérebro em alerta.

Estudos mostram que tanto a luminosidade da tela quanto o conteúdo consumido podem interferir no sono. Além disso, a exposição à luz durante a noite pode afetar o ritmo circadiano e a produção de melatonina, hormônio responsável pela preparação do organismo para dormir.

Nas crianças e adolescentes, sonolência diurna excessiva é um dos efeitos colaterais das noites mal dormidas. Um estudo com 466 adolescentes entre 15 e 17 anos revelou que 34,1% apresentavam sonolência diurna, dormindo em média 6,9 horas por noite durante os dias de semana.